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quinta-feira, 25 de março de 2010

Ruas da capital mais parecem queijo suiço

                                                                                     

Cristiane Lopes
                                                                                           Foto: Cristiane Lopes
Um verdadeiro queijo suíço. Dá até para pensar que estamos falando de comida, mas na realidade, essa foi a expressão utilizada por uma moradora da cidade de Porto Velho, ao falar da situação em que se encontra a rua onde mora. Vagnéia Aparecida reside na rua Percy Holder,no bairro Cidade do Lobo há três anos. Segundo ela, durante esse tempo nunca viu uma máquina da prefeitura enfrente a casa dela.


“Não aguentamos mais está situação, principalmente agora, na época da chuva. Lavar o carro nem pensar, pois não temos como desviar dos buracos. Se saímos de um, caímos no outro. A rua está um verdadeiro queijo suíço”, reclamou.
                                                                                          Foto: Cristiane Lopes
O que deixa a moradora ainda mais indignada é o fato de a rua ser linha de ônibus, e nem por isso recebe a devida atenção das autoridades. Aparecida disse que já reclamou várias vezes na Secretaria Municipal de Obras (Semob), mas nenhuma providência foi tomada.


“Só quero poder sair da minha casa e não ter que cair em tantos buracos. É grande a quantidade de carro que passa por aqui. O trânsito pesado e as
chuvas contribuem para piorar a situação. 
O poder público precisa tomar providências”, afirmou.


Sugestão enviada por Vagnéia Aparecida, moradora do bairro Cidade do Lobo

terça-feira, 16 de março de 2010

Pessoas vão para as ruas por causa das drogas

  

Matéria publicada no jornal O Estadão do Norte, em 2009


 Larissa Moreira

É no Centro da cidade, que se concentra o maior número de moradores de rua da capital. Grande parte é dependente de drogas psicoativas e tem alguma ligação com o tráfico de entorpecentes. Além das drogas, a maioria também é usuária de álcool. Parte dessas pessoas tem família, e saíram de casa por conta de problemas familiares causados pela dependência química.

Franciano Seixas, 19 anos, é um desses casos. Morador de rua desde os 14 anos, decidiu ir embora de casa, porque passou a trocar objetos, como ferro de passar, ventilador e relógio, da casa da mãe, por droga. “Antes que as coisas piorassem e que eu começasse a pegar objetos de valor maior, resolvi sair de casa”, lembra.

O jovem conta que consegue, de 15 a 25 reais por dia. Com esse dinheiro, ele compra comida, roupa, calçado e droga. “Uso maconha, sempre compro um pouco pra fumar depois do trabalho”, afirma. Segundo Franciano, há um lugar no Centro da cidade, que ele preferiu não revelar, onde os moradores se reúnem para conversar durante a noite, usar drogar e dormi.

Aroldo Araújo morou nas ruas de Porto Velho, por 15 anos, usava todos os tipos de droga. Voltou a morar na casa da família há três anos. Hoje cuida de carros, e com o dinheiro que arrecada, de 30 a 40 reais por dia, ajuda no sustento da mãe e dos três irmãos. “Cada pessoa, dá 30, 40 ou 50 centavos. Às vezes, quando demos sorte, recebemos um real”, ressalta.

Não é só pessoas de pobreza absoluta que fazem parte deste submundo. Há também aqueles que abandonam a família para se aventurar nos semáforos e praças, e ganham dinheiro fazendo malabares ou qualquer outro tipo de arte nas ruas. Edson Ferreira, há dois anos resolveu tentar ganhar dinheiro através da arte de rua. Ele faz malabares nos semáforos das principais ruas da capital, arrecada de 20 a 30 reais por dia.

PESSOAS INVISÍVEIS


Os moradores de rua se dizem abandonados, principalmente pelo poder público. “Não recebemos nenhuma ajuda da prefeitura. Mesmo trabalhando e dormindo aqui na frente, é como se fossemos invisíveis aos olhos dos governantes”, afirma Aroldo Araújo. O flanelinha, diz que tem título de eleitor, mas só vota, pelo pouco de esperança que resta num futuro melhor e porque é obrigatório.

Ele se lembra do tempo, em administrações anteriores, que muitos deles receberam auxílio para qualificação profissional e empregos. Hoje os que moram nas ruas, só recebem ajuda da igreja, que distribui sopa, durantes algumas noites.

Aroldo diz que estudou somente até a 4ª série do ensino fundamental, e que por conta disso, fica ainda mais difícil de conseguir um emprego. A opção para driblar a falta de emprego segundo ele é trabalhar nas ruas.
O jovem Franciano, explica que cursou até a 2ª série do ensino fundamental. Na próxima semana irá ao exército para tentar conseguir o documento de reservista. Ele explica que com este documento, fica mais fácil conseguir um emprego. Pretende trabalhar na área de marcenaria e serralheria. “Aprendi estas funções com meu pai, e quero ganhar a vida com isso. O maior objetivo é trazer a mãe, que mora no estado do Mato Grosso.

Foto: Eliênio Nascimento

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Alagações causam transtorno na capital



Vários pontos da cidade foram completamente alagados com a chuva desta segunda-feira (9). Na parte central da capital, o trânsito ficou prejudicado, pois os carros tinham dificuldade de transitar por vias como, Migrantes, Jorge Teixeira, Calama, Lauro Sodré e Pinheiro Machado. E nos bairros, muitos moradores, se quer, conseguiram sair de casa para trabalhar.
(vejas as fotos enviadas pelos internautas)

Adriano Souza,morador do bairro Igarapé, que passava pela avenida Pinheiro Machado, para buscar a filha na escola, teve seu carro invadido pela água. “Minha filha ficou em pânico quando a água começou a entrar”, conta o pai. Segundo relatos de outros motoristas, alguns veículos tiveram que ser rebocados, por não conseguirem trafegar.

Em áreas comerciais de Porto Velho, os estabelecimentos tiveram as vendas prejudicadas, por conta da água da chuva impedir o acesso dos clientes.
José Francisco Nobre, dono de um tradicional restaurante, na avenida Lauro Sodré, diz que nos dias de chuva, por causa da alagação o movimento é muito baixo e o prejuízo é grande.

Na maioria dos bairros, as alagações acontecem pela falta de saneamento básico. Joanilce Venâncio, moradora do bairro Teixeirão, diz que não conseguiu ir trabalhar nesta segunda-feira, porque a água atingiu até a calçada de sua residência. A moradora também resslata o medo de doenças que podem ser transmitidas pela a água da chuva. "Temo,principalmente pelas crianças que gostam de brincar na chuva e por isso, correm mais riscos de contrair as doenças. O lixo também é outro fator que preocupa a moradora. "Depois que a água baixa, fica uma verdadeira sujeira nas ruas, que atrai ratos, baratas e mosquitos transmissores de doenças", desabafa.